SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE CAMPINAS E REGIÃO
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AUDIÊNCIA COM O DELEGADO GERAL DE POLÍCIA CIVIL DE SP
AUDIÊNCIA COM O DELEGADO GERAL DE POLÍCIA CIVIL DE SP

A pedido da FEIPOL SUDESTE, juntamente com os Sindicatos de Policiais Civis das Regiões de Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Jundiaí e IPA-SP, realizou-se , em 2 de fevereiro de 2017, uma audiência com o Delegado Geral de Polícia, Dr. Youssef Abou Chahin, onde o principal foco foi a absurda falta de Policiais Civis em todas as Unidades Policiais do Estado, que vem causando uma inadmissível sobrecarga de trabalho, trazendo também como consequência afastamentos por licenças de saúde, aposentadorias precoces e até pedidos de exonerações.


Também encaminhamos ao DGP, por meio de ofício, oito itens reivindicatórios que há muito tempo afligem a nossa categoria, entre os quais a inadmissível falta de reposição salarial nos últimos três anos, o que acarreta uma perda de aproximadamente 30% nos salários dos Policiais Civis.

A sinceridade e a transparência do DGP em não ocultar nenhum problema pelo qual atravessa a Instituição, informando às entidades de classe sobre a complexa realidade que a Polícia Civil atravessa mostram o comprometimento institucional do chefe da Polícia com a categoria e sua preocupação em tentar resolver a situação mais extrema, que é a enorme falta de Policiais Civis em todo o Estado, diga-se de passagem, que é muito maior do que imaginávamos.

 Apenas para exemplificar, tomamos conhecimento que 294 das cidades paulistas não têm Delegados de Polícia, isso é quase metade dos 645 municípios do Estado de São Paulo. A situação é ainda mais grave considerando as faltas em outros cargos, como Escrivães, Investigadores de Polícia, Peritos Criminais, Médicos Legistas, entre outros. 

Diante do quadro extremo, o DGP reuniu-se, em 31 de janeiro, com o  Secretário Estadual de Segurança Pública, Dr. Mágino Alves Barbosa Filho, e apresentou os preocupantes números de nossa defasagem de pessoal e pediu para o Secretário solicitar ao Governador, em caráter de urgência, a convocação do restante dos aprovados no Concurso de 2013, expondo que em 1994 a Polícia Civil de São Paulo tinha 32 mil Policiais para uma população de 33 milhões e neste ano de  2017 são 25 mil Policiais, com projeção que o número caia para 21 mil em quatro meses, dado ao número de pedidos de aposentadorias em andamento, enquanto a população subiu para 44 milhões. Além disso, aumentou o rol de crimes a serem investigados, levando-se em conta que em 1994 não existia, por exemplo, furtos ou roubos de celulares ou os chamados crimes cibernéticos.

E nesta esteira, o DGP também convocou o Conselho da Polícia Civil para determinar aos diretores que elaborem um plano de reengenharia (Agrupamento de Unidades Policiais), pois ele enfatizou na reunião com as entidades de classes que não “existe mágica”, pois a solução do problema mais urgente da Instituição, que é falta de Policiais Civis, será com a convocação imediata de remanescentes aprovados no Concurso de 2013 e  abertura de novos Concursos.
 
Diante da colocação do DGP, o presidente da FEIPOL SUDESTE, Aparecido Lima de Carvalho, Kiko, enfatizou que a reengenharia servirá apenas para mudar o problema de lugar, uma vez que os números de Inquéritos, Investigações e outras atribuições continuarão os mesmos para um ínfimo número de Policiais Civis. E ele quis saber qual é seria a fórmula do DGP para resolver o impasse. Por sua vez, o Delegado Geral respondeu que pensava em fazer mutirões com Delegados, Escrivães e Investigadores para diminuir o acúmulo de Procedimentos das Unidades Policiais.
 
A FEIPOL SUDESTE entende que a situação é de extrema gravidade e a Instituição está colocada em xeque, correndo o risco até de extinção. Enquanto isso, o Governo do Estado se aproveita da crise em que o país atravessa para justificar o desmonte da Polícia Civil, mas alardeia em meios de comunicação que está com superávit de mais de R$ 1, 5 bilhão em caixa, enquanto nossa Instituição agoniza, sem ter recursos sequer para confeccionar novas identidades funcionais, previstas na lei 1.282/16, sancionada pelo próprio Governo do Estado de São Paulo.

A FEIPOL SUDESTE levará ao conhecimento das autoridades competentes a gravíssima situação de desmonte sistemático pela qual a Instituição Polícia Civil está sendo submetida pelo Governo de São Paulo. Conclamamos ainda toda a categoria que informe a FEIPOL SUDESTE, atualizando déficits de Policiais em suas cidades e regiões e nos informando pelos e-mails:  feipol.se@gmail.com e sinpol@mpc.com.br e que todos participem desta incansável luta em busca do respeito e dignidade tão merecidos por nossos trabalhadores Policiais Civis.
 









Att/
Aparecido Lima de Carvalho, Kiko
Presidente Sinpol Campinas / Feipol Sudeste




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