SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE CAMPINAS E REGIÃO
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ÁREA DA SEGURANÇA TEM MAIS INFECTADOS - MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO POPULAR NO DIA 24/09/2020
ÁREA DA SEGURANÇA TEM MAIS INFECTADOS - MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO POPULAR NO DIA 24/09/2020
Inquérito sorológico aponta para 16,14% de contaminados, enquanto na Saúde foram 10,5%
 
Inquérito sorológico realizado com profissionais da área de Segurança em Campinas mostra que 16,14% deles foram infectados pelo novo coronavírus. A prevalência nesse grupo de profissionais é maior do que em profissionais da saúde que estão na linha de frente combate à pandemia. Na Saúde, o inquérito apontou que 10,5% desses profissionais foram infectados. A Guarda Municipal registrou o maior percentual de contaminados.
 
"Os profissionais da segurança são treinados para o risco físico e não biológico. Eles têm contato com a população, enfrentam a criminalidade, aglomerações e acabam se contaminando. Mas a taxa de letalidade nessa categoria é menor, porque são mais jovens", disse o secretário de Saúde, Carmino de Souza.
Foram testados 1.257 profissionais, que inclui as policia Civil, Militar, Federal e Guarda Municipal, dos quais 202 testaram positivo. A participação na testagem foi voluntária. A Guarda Municipal registrou a maior prevalência de infecção pelo novo coronavírus. Os testes foram aplicados em 824 profissionais, dos quais 17,35% testaram positivo. Na Polícia Militar, 14,66% dos 75 que participaram do inquérito tiveram resultado positivo, enquanto na Polícia Civil, 12,13% dos 206 testados confirmaram a infecção. Já na Polícia Federal, 15,22% dos 152 policiais que participaram dos testes apresentaram presença de anticorpos para o novo coronavírus.
 
O tipo de exame realizado no inquérito foi um modelo de teste rápido remoto, que entrega o resultado para o paciente em 15 minutos e avalia tanto a carga ativa quanto se a pessoa já teve contato com o vírus.
 
Casos
 
Com sete mortes e 70 novos casos registrados nas últimas 24 horas, Campinas atingiu ontem a marca de 32.032 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. Registra também 1.203 óbitos. Os dados foram apresentados pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), em entrevista coletiva virtual no meio da tarde. Segundo o boletim, outros 569 casos suspeitos estão sendo investigados pelas autoridades sanitárias, além de 15 óbitos.
 
Campinas conta hoje com 290 pessoas internadas em hospitais com Covid-19 e outras 236 estão sendo monitoradas, em isolamento domiciliar. Segundo o boletim, a cidade apresenta 30.391 pessoas que tiveram a doença e se recuperaram.
 
Das sete vítimas fatais anunciadas ontem, apenas uma era do sexo masculino e todas elas tinham doenças pré-existentes - as chamadas comorbidades.
Entre os mortos havia uma mulher de 100 anos, que morreu no dia 19 de setembro em um hospital privado. Havia, também um jovem de 25, cuja morte ocorreu no dia 14 de julho em um hospital particular, mas que acabou sendo registrada apenas agora.
 
Campinas oferecia ontem 287 leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19 nas redes pública e particular. Desse total, 171 estão ocupados, o que corresponde a 59,58%. Há, portanto, 116 leitos livres somando as redes pública e particular.
 
A pressão maior se dá no SUS Municipal, que tem 131 leitos disponíveis, dos quais 80 estão ocupados. Isso equivale a uma ocupação de 61,07%. Já o SUS Estadual (AME + HC da Unicamp) conta com 63 leitos, dos quais 36 estão ocupados, o que corresponde a 57,14% de ocupação. Na rede particular, dos 93 leitos, 55 estão ocupados, o que equivale a 59,14%.
 
Receitas dão sinais de recuperação no semestre
 
O prefeito Jonas Donizette (PSB) disse ontem que está havendo uma recuperação nas receitas nesse segundo semestre, especialmente pela arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Campinas, segundo o secretário de Finanças, Tarcisio Cintra, entrou em uma curva ascendente de recuperação nas principais fontes de receita e deverá fechar o ano com as contas equilibradas. A previsão inicial era de que a queda na arrecadação chegaria a 30% este ano, por conta da pandemia, mas os números de agosto mostram que as perdas começaram a diminuir.
 
O orçamento para 2021 trará melhor expectativa do que a prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pela Câmara em junho, que estimou um crescimento de apenas 1,6% sobre o orçamento de R$ 6,3 bilhões válido para este ano. O projeto do orçamento que chegará na Câmara no final de setembro deverá embutir um crescimento de 5%, disse o prefeito.
 
No ICMS, Campinas recebeu, em agosto, R$ 61,9 milhões em repasse, um aumento de 9,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. O crescimento ainda não foi suficiente para repor as perdas no ano. No acumulado até agosto, Campinas perdeu R$ 43,6 milhões, o que representa uma queda de 8,59% na comparação com igual período do ano passado. Segundo o secretário de Finanças, a expectativa é que, se os repasses de setembro se confirmarem, a perda no acumulado do ano cairá para 3,57%.
 
Ainda há queda no recebimento da dívida ativa em relação ao ano passado, mas isso é justificado porque em 2019 a Prefeitura fez o Refis (negociação das dívidas dos contribuintes), o que não ocorre este ano.
 
Na receita do IPTU, disse Cintra, já houve recuperação, após queda de março a agosto de 1,56%, mas com o pagamento da cota única ocorrida no início do ano, que foi maior que 2019, a arrecadação no acumulado do ano já está 3,46% superior à do ano passado (com o IPCA em 2,44%, o crescimento real com esse tributo é de 1%).
 
Segundo o governo do Estado, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista já alcança níveis semelhantes aos do início do ano, quando a economia ainda não sofria os impactos da pandemia do coronavírus.
 
O crescimento das receitas, segundo o prefeito, deverá ser em torno de 5%. Segundo ele, é uma estimativa realista. Quando a LDO foi para a Câmara, a Prefeitura ainda não conseguia dimensionar os impactos que a pandemia teria sobre as receitas e despesas municipais, mas o projeto do orçamento que irá ao Legislativo no final do mês embutirá esses impactos, e também a recuperação que começou em agosto, um indicativo de que seguirá até o final do ano e em 2021. (Maria Teresa Costa/AAN)

Att,
Aparecido Lima de Carvalho
Presidente Sinpol Campinas


 




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