SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE CAMPINAS E REGIÃO
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POLICIAIS CIVIS TRABALHAM DESPROTEGIDOS - MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO POPULAR DIA 10/05/2020
POLICIAIS CIVIS TRABALHAM DESPROTEGIDOS - MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO POPULAR DIA 10/05/2020
Muitos profissionais são obrigados a tirar dinheiro do bolso para adquirir máscaras e preservar a saúde
 
Muitos profissionais da Polícia Civil estão impossibilitados de cumprir o decreto do governo estadual que obriga o uso de máscaras de proteção facial como forma de combate à pandemia da Covid-19. Vários agentes que atuam em casos de investigação nas ruas ou no atendimento ao público estão precisando comprar o acessório com dinheiro do próprio bolso para preservar a saúde.
 
Pelo decreto publicado na última semana no Diário Oficial do Estado (DOE), a obrigação foi imposta como complemento da quarentena, já que a taxa de isolamento social estava em queda em algumas cidades e o número de casos de pessoas infectadas com o novo coronavírus vinha aumentando. Segundo o documento, o uso é “obrigatório em repartições públicas estaduais, pela população, por agentes públicos, prestadores de serviço e particulares”, com penas prevista no Código Sanitário do Estado caso haja descumprimento.
 
No começo de abril, quando o uso obrigatório se limitava apenas aos profissionais da saúde e de serviços essenciais, as delegacias seccionais distribuíram, em média, oito máscaras modelo PFF2N95 para cada agente, com a recomendação em um bilhete manuscrito de que “cada máscara dura uma semana”. Pelas instruções da fabricante, a vida útil deste equipamento é de um turno por trabalho e depois deve ser descartado. Além disso, o modelo de máscara fornecido, de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é recomendado para profissionais da área de saúde ou para pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19.
 
“Cada tipo de máscara tem sua indicação e o seu uso deverá ser de acordo com as recomendações técnicas do Ministério da Saúde ou indicações do fabricante. Dependendo do tipo, a máscara poderá ser utilizada durante todo o turno de trabalho ou ser trocada a cada duas ou três horas ou após uma crise de tosse ou espirro”, disse a chefe de setor de alimentos da vigilância em Saúde de Campinas, Anne Andrea Dutra dos Santos.
 
A reportagem do Correio Popular apurou que na época foram distribuídos dois tipos de máscaras, a PFF2N95 e de TNT, porém em quantidade insuficiente, já que policiais das unidades de período integral, de segunda a sexta-feira, atuam até mais de 8 horas por dia — nos plantões, a média é de 12 horas. Também foi apurado que houve casos em que agentes policiais chegaram a usar a mesma máscara por diversas vezes e hoje colocam papel toalha como proteção para seguirem com o uso. Em outros casos, os policiais preferiram descartar e comprar com recursos próprios para garantir a saúde.
 
“A Polícia Civil terá que fornecer máscaras a todos os policiais civis. Se isso não ocorrer, primeiramente faremos contato com os delegados da 1º e 2º seccionais. E caso o problema persista, cobraremos dos escalões superiores. Se preciso, recorreremos à Justiça”, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região (Sinpol), Aparecido Lima de Carvalho.
 
De acordo com o sindicalista, há informações nas seccionais de que há máscaras no estoque e mesmo assim a instituição comprará mais para reposição. “Mas se tiver alguma unidade que solicitar e não receber, o Sindicato atuará para tomar providências”, frisou.
 
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) também se manifestou sobre o assunto. "O governo determinou o uso obrigatório de máscaras em todo o Estado, então, para cumprir a própria regra, foram distribuídas máscaras para os policiais civis. A questão é que a máscara é de qualidade baixíssima e precisa ser substituída após algumas horas de uso. Como a quantidade distribuída é insuficiente para que os policiais façam a troca, o que ocorre na prática é que, nas delegacias, cada um está cuidando da própria saúde e da saúde dos colegas e do público. Isso inclui, além das máscaras, o álcool gel e os produtos de limpeza necessários para a desinfecção dos ambientes dos distritos, viaturas e equipamentos, que também não são fornecidos adequadamente pelo Governo”, disse Raquel Gallinati, presidente do Sindpesp.
 
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que tem adotado todas as medidas necessárias para garantir a proteção dos policiais civis, militares e técnicos científicos, como a aquisição e distribuição de equipamentos de proteção individual (EPI). “Mais de 1,2 milhão de máscaras e pares de luvas; 214,3 mil litros de álcool em gel e 14,4 mil litros de outros produtos de limpeza, além de outros 38 mil itens como sabão em barra e descartáveis foram distribuídos aos policiais e demais servidores, inclusive na região de Campinas”, destacou a nota.
 
A SSP ainda destaca que segue trabalhando para realizar novas compras de EPIs e receber mais doações. “Paralelamente, as polícias têm realizado ações para desinfecção e higienização de viaturas e sedes policiais. Além da distribuição de equipamentos de proteção individual e a liberação de recursos para aquisição de insumos, foram elaborados materiais com informações sobre os sintomas e formas de prevenção à contaminação, inclusive no atendimento às vítimas de acidentes ou crimes”, citou.
 
Cuidado com a máscara é essencial
 
O tempo de utilização e a higienização da máscara de proteção facial são aspectos que não podem passar desapercebidos pelos usuários. Segundo a chefe de setor de alimentos da vigilância em Saúde de Campinas, Anne Andrea Dutra dos Santos, a máscara de pano deve ser trocada a cada duas ou três horas de uso. Além disso, não é recomendável tocar com as mãos na parte que cobre a boca e nariz. Ao fazer a troca ou o ajuste, o manuseio deve acontecer no elástico que vai atrás da orelha.
“A orientação é tomar o máximo de cuidado. Quando for sair de casa, faça um planejamento. Calcule quanto tempo ficará fora e leve a quantidade obedecendo o limite de uso. Vale destacar que o uso é pessoal”, orienta Anne.
 
A máscara deve ser lavada com água e sabão e depois mergulhada em solução de água com uma colher de água sanitária antes de enxaguar e secar. Anne lembra que ao perceber que a máscara umedeceu durante o uso, a pessoa deve fazer a substituição imediatamente.
 
Att,
 
Aparecido Lima de Carvalho (Kiko)
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